Assuã – Turismo no Egito

Assuã é a cidade mais ao sul do Egito. Está situada na primeira catarata do Nilo, a quase mil quilômetros do Cairo. Em Assuã, existem muitas coisas para visitar, mas não é um lugar para se apressar, pois tudo está em volta do magnífico Rio Nilo. 

 

Posso comprar um Camelo por € 25

Estou em Assuã, Egito. Chegamos hoje de manhã depois de passarmos 3 dias em Cairo. 

Acabei de descobrir que por 25 euros eu posso comprar um camelo. 

Assim começou meu diário de viagem quando chegamos em Assuã. Com a ideia de estacionar um camelo no parque perto da minha casa em Berlim. Isso realmente mexeu com minha imaginação. Certamente porque eu estava muito cansada quando aterrizamos. Afinal, nosso vôo foi bem cedo, razão pela qual nos acordaram no meio da noite em Cairo para ir até o aeroporto. 

O problema de ficar totalmente dependente da programação de uma agência de turismo é que as vezes esta não vai de encontro com nossas necessidade, ou mesmo disposição. Mas como nesta viagem para o Egito nós optamos por contratar uma agência, ficamos completamente atados a ela. 

Por isso, quando chegamos em Assuã depois de uma noite não dormida, tudo o que precisávamos era ir para o Hotel. Inesperadamente não foi que aconteceu.  O guia que nos buscou no aeroporto, nos levou imediatamente para conhecer a Barragem de Assuã, uma loja de essências, o Obelisco inacabado e ainda, o belíssimo Templo de Philae. Foi portanto uma pena visitar a ilha onde fica o Complexo do Templo com tanto sono, mas ainda assim ainda fizemos um ótimo vídeo!

top dica

Se contratar uma agência para fazer a viagem para o Egito, pergunte sobre horários, agendas de visitas e todas as suas dúvidas antes de contratar o serviço. Vale a pena gastar um pouco mais de tempo com essa pesquisa para aproveitar melhor seu passseio. 

Assuã é uma das principais cidades do Egito

Assuã fica a 950km de Cairo, no extremo norte da Primeira Catarata do Rio Nilo, portanto, na antiga fronteira sul do Egito. 

Aswan sempre foi de grande importância estratégica. Nos tempos antigos, era uma cidade da guarnição para as campanhas militares contra Núbia. Suas pedreiras forneciam o granito usado para as esculturas e obeliscos.

O Rio Nilo na região de Assuã é largo, lânguido e muito bonito, fluindo suavemente do lago Nasser em torno de dramáticas rochas de granito preto e ilhas repletas de palmeiras. Aldeias Núbia coloridas correm até a água e se destacam no cenário da escarpa do deserto da margem oeste.

A grande ilha de Seheyl e a vila de Gharb Seheyl, situada ao norte da antiga represa de Aswan, possuem várias pousadas descontraídas e oferecem a oportunidade de nadar no rio. São lugares perfeitos para ficar por alguns dias e se recuperar dos rigores das viagens e das visitas aos templos.

Hotel palco do livro Morte no Nilo

Para os fãs de Agatha Christie é interessante conhecer o Hotel – mesmo que só pelo lado de fora – onde ela no final da década de 1920, escreveu o seu romance mundialmente famoso, Morte no Nilo.

Para quem é super fã e estiver disposto a gastar algum dinheiro, o hotel Old Cataract disponibiliza a suite onde a Dama do crime se hospedou. 

Obelisco inacabado

Como o próprio nome já diz, esse Obelisco nunca foi concluído. Se tivesse sido, seria inegavelmente o mais alto do mundo com quase 42 metros. 

Vila Núbia em Assuã - Egito

A uma curta viagem de barco a partir do hotel que estávamos hospedados em uma das ilhas na região de Assuã, chegamos a uma Aldeia Núbia.

Os Núbios são uma das mais antigas civilizações africanas. 

Na vila é possível visitar uma casa Núbia, tomar um chá com eles e assim descobrir mais de perto seu estilo de vida. 

As casas têm o chão de areia para que se um escorpião ou uma cobra fizerem uma visita indesejada, certamente deixarão os rastros no chão. 

Uma coisa que me incomodou foi o fato deles manterem crocodilos em jaulas tão pequenas, quase impossível de se mover. Imediatamente ao ver a cena inesperada, meu estômago congelou e meu coração doeu. Sei que é parte da cultura deles. Entretanto é parte da minha não achar a menor graça nisso. 

Eles ainda ofereceram um filhote de crocodilo para tirarmos fotos com ele, contudo eu recusei na mesma hora. 

Depois que terminamos essa parte da visita, conforme o planejamento da agência de turismo, seguimos pela vila, visitamos o mercado nas ruas coloridas e compramos alguns temperos exóticos da região. 

Mercado em Assuã

Mais uma vez pegamos o barco do hotel para a cidade. O que certamente eu amava fazer. Passear de barco pelo Nilo era sempre prazeiroso. 

Assim que chegamos na cidade, somos abordados por várias pessoas nos oferecendo coisas que nunca pensamos antes, portanto, não necessárias. Claro que oferecem também taxi, guia, carruagens para passeio na cidade, mas optamos como sempre andar a pé. Nosso meio de transporte favorito, sempre que possível. 

Devo dizer que eles não são inoportunos. Se deixarmos claro que não temos a intensão de comprar nada ou de adquirir algum serviço eles logo desiste.

Caminhamos então até o mercado que abre todos os dia a partir das 17h. O local é super vívido e autentico. Não é só um local apenas turístico, mas também onde os locais fazem suas compras. Os vendedores no geral abordam os turistas com simpatia. Eles cumprimentam cada um que passa na língua que eles presumem ser do país de onde viemos. 

É muito divertido observar esse jogo de adivinhação deles. Conosco foi todo o tempo em alemão quando eles olhavam primeiro para o Martin – que é alemão com cara de alemão – e em francês quando olhavam primeiro para mim. Não tenho ideia o porquê. 

Na área do mercado existem vários restaurantes típicos que nem ao menos oferecem cardápio em inglês. Certamente uma ótima oportunidade para conhecer a verdadeira culinária da região. 

Curiosidade sobre uma das invenções sustentáveis dos antigos egípcios

Com a finalidade de identificar quando o Rio Nilo iria inundar, algo que ocorria anualmente, os egípcios criaram um calendário. Com isso, conseguia proteger todo o sistema agrícola. Este calendário era dividido em três partes: inundação, crescimento e colheita, sendo mais conhecido como calendário agrícola. Cada uma dessas estações contava com quatro meses de duração, sendo que cada um dos meses era dividido em 30 dias.

Ao final do calendário anual, eles descobriram o total de 360 dias, pouco menos do que o total de dias no calendário que utilizamos. Para não ter problemas com essa diferença, os egípcios colocaram mais cinco dias entre a época da colheita e da inundação. Isso deu muito certo ao calendário agrícola e o povo aproveitou esse intervalo de cinco dias para comemorar como sendo feriado religioso.

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